sábado, 31 de dezembro de 2011

PERNAMBUCO EM ALTA

Marcelo Veiga
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 Pernambuco em Alta é um programa exibido pela TV Jornal no Recife, que está disponível em diversos canais do Youtube. Estreou em 18 de julho de 2009 e é o primeiro programa da emissora gravado totalmente em HDTV. A proposta é mostrar o que Pernambuco tem e faz de melhor, com um olhar diferente, em alta definição.
Exibido na TV PERNAMBUCO no seu quadro "Clipping Online" (Recortes em vídeo disponíveis livres de direitos autorais em sites como o Youtube) é apresentado por Mona Lisa Duperron, e tem imagens de Demétrio Araújo, Edgard Falcão e Rodrigo Cruz, editado por Marcelo Lira, e produzido por Luciana Campêlo, Juliana Sampaio e Rebecca Freitas.


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PORTO DE GALINHAS - ELEITA A MELHOR PRAIA DO BRASIL

Marcelo Veiga
Porto de Galinhas é uma conhecida praia da Região Nordeste do Brasil, localizada no município de Ipojuca, no estadode Pernambuco. Sua fama se deve, principalmente, às belezas naturais: piscinas de águas claras e mornas formadas entre corais, estuários, mangues, areia branca e coqueirais.

Inicialmente, a praia era chamada de Porto Rico, devido à sua abundância em pau-brasil. No auge da escravidão no Brasil, era o principal ponto de comércio de escravos ilegais no nordeste brasileiro. Muitas vezes, os mesmos chegavam escondidos embaixo de engradados de galinhas d'angola. A chegada dos escravos ilegais ao porto costumava ser anunciada pela frase tem galinha nova no porto! Desta forma, a praia de Porto Rico ficou conhecida como Porto de Galinhas.
Toda a região é muito frequentada por turistas, que admiram a beleza natural da região. Porto de Galinhas também é frequentada por surfistas de diversas nacionalidades.

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

OS MELHORES VÍDEO-CLIPS PERNAMBUCANOS DE 2011

Marcelo Veiga
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Em 2011, a produção de videoclipes em Pernambuco viveu um momento especial, impulsionado pelo uso da internet para divulgar as músicas dos artistas locais. Para valorizar essa nova safra, o Pernambuco.com preparou uma seleção com o que de melhor foi produzido ao longo do ano. Além de assistir aos vídeos, o leitor pode indicar qual foi seu favorito (basta clicar em "curtir") e aguardar para ver qual será o mais votado.
Foram selecionados clipes com produção mais elaborada. Não entraram, por exemplo, registros de shows ou trechos de DVDs. A ideia é valorizar o conceito de videoclipe como uma obra com características de estilo particulares.
Um ótimo exemplo das possibilidades de sucesso proporcionadas pela internet é o vídeo da música A Mulher do Patrão, dos MCs Vertinho e Dinho, que ultrapassou 1 milhão de acessos em seu canal oficial no site Youtube, sem precisar do apoio de grandes gravadoras ou estúdios.
O surgimento de novos cursos de cinema e vídeo nas universidades é outro fator favorável, já que muitos alunos se associam aos músicos para elaborar seus projetos, como ocorreu com Feiticeiro Julião e com A Banda de Joseph Tourton. Alguns artistas filmaram seus clipes fora das fronteiras do estado, como Karina Buhr e Mombojó, que vivem em São Paulo e convidaram diretores do sudeste.
Percebe-se também uma evolução técnica nas produções, consequência do surgimento de novas câmeras digitais que promovem uma verdadeira inclusão audiovisual. No contexto atual, um cantor de brega já pode ter um vídeo tão bem filmado quanto o de qualquer banda de pop rock (um exemplo é Gostou, Novinha?, dos MCs Metal e Cego).

BOMBA DO HEMETÉRIO

Marcelo Veiga
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Bomba do Hemetério é um bairro da cidade do Recife, capital de Pernambuco, Brasil. Seu nome originou-se de uma bomba de água colocada sobre um poço por um morador da localidade, chamado Hemetério. A população vizinha se dirigia ao local dizendo ir à bomba do Hemetério.
Bomba do Hemetério é bairro de pessoas de classe média (Classe C), com renda média mensal de R$ 740,00 e IDH de 0,717 no ano 2000.

Com uma área de 44,9 hectares, possuia uma população de 8.643 habitantes (densidade demográfica: 192,6 hab./ha.)
Na Bomba do Hemetério estão alguns dos blocos carnavalescos e maracatus do Recife.

Maracatu Nação Elefante


Fundado em 15 de Novembro de 1800, o Maracatu Nação Elefante é um dos maracatus mais antigos do estado de Pernambuco. O nome do grupo se deu pelo fato de que Oxalá protege o animal, sendo assim, protegeria todo o cortejo. O escravo Manoel Santiago, um dos principais fundadores do Nação Elefante, foi, também, fundador do Maracatu Brilhante, este já extinto. Sua principal rainha, Maria Júlia do Nascimento, mais conhecida por Dona Santa, nascida em 1876, foi eleita rainha aos 19 anos de idade e se dedicou bravamente ao grupo até a sua morte em 1962, sendo considerada um mito. Deixou um desejo de ver a agremiação ser doada para o Museu do Homem do Nordeste, fato que simbolicamente ocorreu em 1964 quando sua filha doou todo o acervo do grupo para o então Instituto Joaquim Nabuco (atualmente conhecido como Fundação Joaquim Nabuco).

Orquestra Popular da Bomba do Hemetério


A Orquestra Popular da Bomba do Hemetério foi fundada em 2002 pelo maestro Francisco Amâncio da Silva, conhecido popularmente como Maestro Forró, reunindo vinte e uma pessoas da própria comunidade entre elas músicos e técnicos. O grupo já participou de festivais, trilhas de filmes e lançou um disco com título Bomba Jorrando Cultura. O grupo recebeu prêmios do Concurso de Música Carnavalesca Pernambucana apresentando uma performance de rua. A figura do maestro aposta também numa visão não convencional de regente e faz questão de usar bermudas e óculos-escuros nas apresentações. Com movimentos de controle apressados, a ideia inclui ainda a interação com o público através do uso dançante do frevo.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

SOCIEDADE PERNAMBUCANA 2012 - BLOG DO JOÃO ALBERTO

Marcelo Veiga
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Este ano, como sócio fundador da TV PERNAMBUCO e autor do "Blog de Pernamcuco", tive a honra de ser convidado para fazer parte do livro “Sociedade Pernambucana 2012” do conceituado e tão querido jornalista João Alberto, evento que não pude deixar de prestigiar.

A festa de lançamento da Edição 2012 do Sociedade Pernambucana foi maravilhosa. O colunista João Alberto recebeu dezenas de pessoas no Salão Nobre da Blue Angel durante cinco horas. Entre os que passaram por lá, o vice-governador João Lyra Neto, o prefeito João da Costa, o ministro do TCU, José Múcio Monteiro, o senador Humberto Costa, Antônio Campos, José Janguiê Diniz, além de presidentes de grupos de comunicação, como João Carlos Paes Mendonça e Eduardo Monteiro.

Marcelo Veiga e João Alberto

Foi uma noite memorável, onde todos quiseram dar seu abraço em João Alberto, que está reestabelecido um mês após se submeter à cirurgia cardíaca. Confira fotos de quem prestigiou o colunista.

Prefeito de Recife João da Costa com Marcelo Veiga e sua esposa Késia
Guilherme Machado, Humberto Costa, João Alberto e João da Costa: Foto: Nando Chiappetta
João Alberto e João Carlos Paes Mendonça. Foto: Nando Chiappetta


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PROJETO NAVEGA RECIFE

Marcelo Veiga
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Um sonho de todos os recifenses e pernambucanos!
PROJETO NAVEGA RECIFE
CORREDORES FLUVIAIS (OESTE, NORTE, SUL)


O Programa de Navegabilidade dos Rios Capibaribe e Beberibe orçado em R$ 398 milhões. A ideia é aproveitar a calha dos rios para a implantação de um sistema integrado de transporte de passageiros, que utilize embarcações adequadas ao transporte de massa. Um estudo orientado será feito para a localização de estações de embarque e desembarque de passageiros, para o transbordo e a integração com o sistema de transporte urbano existente. As Rotas previstas são o corredor Fluvial Oeste - BR 101/ Centro, o Corredor Fluvial Norte - Centro/ Olinda e o Corredor Fluvial Sul - Centro/ Boa Viagem.

Lutemos pela revitalização e navegabilidade dos rios pernambucanos e por um estado 100% Saneado!


Apenas 18% da população pernambucana têm acesso a saneamento básico. Isso significa que milhares de pessoas vivem em uma situação degradante, onde falta abastecimento de água tratada, coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana, coleta de lixo e controle de ratos e insetos, os cinco requisitos básicos da OMS (Organização Mundial de Saúde)

83 milhões de brasileiros não têm acesso a saneamento básico

Saneamento básico abrace esta ideia!
Navegabilidade dos rios abrace esta ideia!



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sábado, 24 de dezembro de 2011

SUAPE AMEAÇA MEIO AMBIENTE

Marcelo Veiga
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Projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa autorizou o desmatamento de 508 hectares de manguezais, 17 de mata atlântica e 166 hectares de restinga

Crescimento em ritmo acelerado, andaimes, máquinas e homens numa movimentação alucinante compõem o cenário no Complexo Portuário de Suape, no litoral sul de Pernambuco. Mas o desenvolvimento – que atinge índices chineses de expansão – traz suas conseqüências: uma área de manguezal equivalente a 508 campos de futebol será desmatada. O avanço sobre o mangue segue na mesma velocidade do crescimento econômico.

Parte 1  

Parte 2    

 A destruição de um dos mais ricos berçários das espécies marinhas é o preço que a natureza está pagando com a instalação das indústrias. “Boa arte dos organismos marinhos da região costeira, só pra se ter uma idéia, as espécies de importância econômica na pesca, 60 a 70% utilizam o ecossistema manguezal pelo menos numa fase da vida”, explica o professor Clemente Coelho (foto 1), oceanógrafo e biólogo da Universidade de Pernambuco (UPE).

É por isso que o mangue é conhecido como a maternidade do mar. Neste ecossistema,  a maioria dos peixes que vai pra mesa dos brasileiros nasce e se alimenta. As comunidades pesqueiras dependem diretamente da vida que se multiplica nos manguezais. Os pescadores serão as principais vítimas do desmatamento anunciado.
 
 “O que vai acontecer é que cada vez mais vai se acabar a pesca, né? Cada vez mais vai aumentar a fome do pescador e o desemprego. Não é só o pescador que tá chorando não, as águas, o mar está chorando com isso, com esse acabamento que tão fazendo dentro do manguezal”, afirma o presidente da colônia Z33 de pescadores Manoel Vicente (foto 2).

Trinta entidades ambientalistas que criaram o comitê de defesa dos manguezais calculam que o desmatamento previsto para a expansão de Suape vai prejudicar diretamente 5 mil pescadores que sobrevivem nos municípios vizinhos ao porto. Um prejuízo  sem volta.  “Na verdade é impossível você fazer replantio de mangue. Você consegue replantar floresta, mas mangue é impossível”, afirma Giancarlo Costa dos Lírios, do movimento Ambientalistas sem Fronteiras.
 
LEI APROVADA
A preocupação se justifica. Um novo projeto de lei, encaminhado pelo Governo do Estado e  aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco autorizou o desmatamento de 508 hectares de manguezais, 17 de mata atlântica e 166 hectares de restinga.  A área é necessária para a instalação de novas indústrias em Suape.
 
“Nós temos seis empresas para se instalar na área molhada que vão ocupar exatamente este primeiro canal e outras nove empresas que vão para parte seca do nosso distrito industrial para que deem apoio a este cluster naval”, explica Ricardo Padilha (foto 3), diretor de Engenharia de Meio Ambiente de Suape. “Somente neste momento com estes negócios que eu já citei são 15 empresas, giram em torno de 28 mil empregos diretos. Empregos indiretos você pode multiplicar por 3, por 5, alguma coisa nesta ordem”, calcula Padilha.

Se um cidadão comum derrubar uma árvore da mata atlântica ou do mangue, estará cometendo um crime ambiental. Estas áreas são protegidas por lei, mas a própria legislação deixa escapar uma brecha legal para o desmatamento. Ele está previsto em obras de utilidade pública e de interesse social desde que seja aprovada uma lei e haja compensação. A lei foi aprovada por 28 deputados – apenas  onze votaram contra a derrubada do mangue. Desmatamentos tão grandes, dependem também da anuência do Ibama.

A lei já foi aprovada, mas existem alguns passos que antecedem o início da derrubada do mangue. Isso só será possível quando Suape definir as áreas de reposição e de que forma vai se dar a reposição florestal. Uma outra condição é com relação à licença para a instalação do empreendimento. E há ainda a atualização do estudo de impacto ambiental para este novo empreendimento.
 
Suape está em falta com os compromissos que assumiu para compensar os danos ambientais  ao longo de 30 anos. Por isso os ambientalistas temem pelo novo desmatamento. “Infelizmente Suape não vem cumprindo com as suas compensações. Recentemente foi divulgado pela imprensa, o Ibama aplicou uma multa de quase dois milhões porque Suape não replantou 28 hectares de mangue, o que dirá 900 hectares”, questiona Susy Rocha (foto 4), coordenadora de Comunicação da Aspan.

O diretor Ricardo Padilha diz que não cabe mais improviso em Suape. “Esses projetos de fato alguns não tinham sido pagos e a partir de 2007 um a um vem sendo contratados e tem sido pagos pra que de fato Suape não carregue o nome de ter passivo ambiental”, reconhece.

MORADORES
Não são apenas os problemas ambientais que preocupam. Os sociais  também. A ilha da Tatuoca, cheia de pequenos sítios, será totalmente desocupada para dar lugar aos novos empreendimentos. Alguns desses sítios foram ocupados por várias gerações de uma mesma família. Dona Hilda nasceu e passou os 61 anos de vida no sítio. Foi lá que ela criou 12 filhos e vê os netos crescerem. a vida é simples, mas não falta nada. “Aqui a gente tem uma macaíba, tem uma mangaba, tem o caju, manga, de tudo a gente tem”, explica. “Vou sentir muita saudade. Eu quando eu sair daqui nem pra banda daqui eu pendo mais por causa eu não quero ver mais, ficar relembrando não”, planeja.
 
Suape  está construindo 51 casas que vão atender a esse público. “Quero registrar que o problema social de Suape não é só este. Existem outros e a política social da empresa, tem dito, no momento em que chega uma empresa nova, há uma negociação e estas pessoas saem dessa área e a empresa é instalada, sempre com alguma forma de compensação”, afirma Ricardo Padilha.
 
As entidades ambientalistas se mobilizaram, protestaram e conseguiram uma pequena vitória. A pressão popular fez com que o governo reduzisse em 43% a área de mangue a ser desmatada, mas isso não significa que o pedaço do manguezal poupado deixará de ser derrubado no futuro . É só uma questão de tempo. Quando Suape precisar de mais áreas para crescer, a parte do mangue retirada do projeto será aterrada.

Em contrapartida à perda da biodiversidade, o Ibama cobra de Suape a atualização do estudo de impacto ambiental, feito há dez anos, e a definição de áreas destinadas à recuperação. “O grande  foco da gente será tentar amarrar pra que as áreas degradadas sejam recuperadas, com isso a gente entende que aí sim pode se dar uma compensação real”, explica Ana Paula Pontes  (foto 5), superintendente do Ibama em Pernambuco.

As entidades ambientalistas ainda não desistiram. “Vamos entrar na justiça, liminares, enfim, tudo que pudermos recorrer até esgotar todos os instrumentos jurídicos pra tentarmos impedir este ato tão criminoso de supressão de mangue”, promete Susy Rocha.

Fonte: http://pe360graus.globo.com

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PERNAMBUCO - CRESCIMENTO ECONOMICO

Marcelo Veiga
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Pernambuco vive sua revolução industrial


O impressionante ritmo de crescimento da economia de Pernambuco virou atração nacional. Com uma taxa de aproximadamente 16% de aumento do PIB em 2010, o estado ganhou um especial da Folha de São Paulo.

O material divulgado pela Folha foi honesto com o Estado. Ao mesmo tempo que ressaltou a força econômica deste momento em Pernambuco, fala também dos problemas que enfrentamos, como violência, apesar da melhora nos indicadores.

Para nós este crescimento não é novidade. Particularmente acompanho a empregabildiade dos meus alunos, e dificilmente algum deles tem se formado sem ter um emprego. A não ser os que optam pelo concurso público.
Vale a pena ler reportagem da Folha.




O helicóptero decola do heliponto do Centro Administrativo de Suape. A 200 metros do chão, é possível ter a dimensão da revolução econômica que a injeção de R$ 46 bilhões em investimentos públicos e privados previstos até 2014 está promovendo em Pernambuco, a nova locomotiva do Nordeste.

Não é o único canto do Estado que avança ligeiro e que tem mudado não só a vida dos 8,7 milhões de pernambucanos, mas sobretudo permitido a volta dos retirantes que um dia caíram no mundo atrás de uma vida melhor.

Investimento público cresce 2,5 vezes em 4 anos
Setor privado forma polos industriais
'Pagamos até passagem aérea para candidato a vaga'
Veja o especial sobre a Revolução Pernambucana

No interior, duas obras gigantes (a transposição do rio São Francisco e a construção da Ferrovia Transnordestina) ajudam a desenhar uma nova paisagem na vida do morador do agreste e do sertão.

LITORAL

No litoral, onde se pode observar a síntese da nova dinâmica econômica, o complexo industrial-portuário de Suape, erguido a 40 quilômetros ao sul do Recife, brota a velocidade impressionante.

"Cento e vinte empresas já estão instaladas, outras 30 estão em construção e mais 20 irão surgir até 2014", enumera Frederico Amâncio, vice-presidente de Suape. Do alto é possível avistar obras em todos os cantos dos 13,5 mil hectares do complexo.
Justo ali, onde há 380 anos invasores holandeses que acharam de tomar uma fatia do Brasil colônia indicaram como ponto mais propício à criação de um porto.
E foi nessa região, após romperem pequena porção da parede dos arrecifes que protege o litoral do Atlântico, que os holandeses criaram uma passagem para que os barcos de açúcar alcançassem os navios em alto-mar.

A visão dos invasores ganhou forma quase quatro séculos depois. Investimentos de mais de US$ 3 bilhões nos últimos dez anos criaram a infraestrutura básica para o atual ciclo de expansão do porto de Suape, e converteram a região no principal polo de atração de negócios do Nordeste brasileiro.

A APOSTA PRIVADA

Agora, o PIB pernambucano demonstra vigor e o combustível é Suape. Em 2010, o PIB estadual foi de R$ 87 bilhões _expansão de 15,78% num só ano. Os velhos engenhos de cana e as usinas de açúcar e álcool pouco a pouco deixam de ser predominantes na matriz econômica de Pernambuco.

A aposta do poder público em Suape ao longo de 40 anos desde o plano original de 1960 começou a seduzir o capital privado. O complexo industrial-portuário, um modelo inédito no Brasil, está fazendo surgir um novo Estado industrial no país.
"Não tínhamos indústria de petróleo e gás, nem indústria naval ou automobilística. Agora há uma nova perspectiva para o Estado", diz Geraldo Júlio, presidente de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico.

ACIMA DO NORDESTE

A forte expansão econômica elevou a renda per capita do Estado a quase R$ 10 mil, acima da média do Nordeste, de R$ 7.488, mas ainda inferior à renda nacional, de R$ 15.990.
A criminalidade caiu 25% em quatro anos, mas ainda é de 40 homicídios por 100 mil habitantes, quatro vezes mais que no Estado de São Paulo, e superior à média nacional, de 24,5 por 100 mil.



AGNALDO BRITO
ENVIADO ESPECIAL A SUAPE (PE)



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PORTO DE SUAPE - PERNAMBUCO

Marcelo Veiga
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Porto de Suape é um porto brasileiro localizado no estado de Pernambuco, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, mais exatamente na Foz do Rio Massangana. O porto fica localizado na Região Metropolitana do Recife, distante 40 km do Recife.

O Complexo foi idealizado pelo então governador de Pernambuco José Francisco de Moura Cavalcanti. Seu nome é originado da Praia de Suape, a mais meridional do município do Cabo de Santo Agostinho.
Seu projeto foi baseado na integração porto-indústria, a exemplo de países como França e Japão.
A construção do Porto de Suape foi prevista para operar produtos combustíveis e cereais a granel, substituindo o Porto do Recife. Em 7 de novembro de 1978, uma lei estadual criou a empresa Suape Complexo Industrial Portuário para administrar o desenvolvimento das obras. Hoje o porto é um dos maiores do Brasil, administrado pelo governo de Pernambuco.
Sua área de influência abrange todo o estado de Pernambuco e parte dos estados das Alagoas e da Paraíba. O porto tem acesso rodoviário pela PE-060 e pela AL-101, na divisa de Pernambuco e Alagoas. É considerado o mais tecnologicamente avançado do Brasil.
Suape opera navios nos 365 dias do ano, sem restrições de horário de marés. Para auxiliar as operações de acostagem dos navios, o Porto dispõe de um sistema de monitoração de atracação de navios a laser, que possibilita um controle efetivo e seguro, oferecendo ao prático condições técnicas nos padrões dos portos mais importantes do mundo.
O Porto já movimenta mais de 5 milhões de toneladas de carga por ano, destacando-se, entre elas, os granéis líquidos (derivados de petróleo, produtos químicos, álcoois, óleos vegetais etc.), com mais de 80% da movimentação, e a carga conteinerizada. O Porto pode atender a navios de até 170.000 tpb e calado operacional de 14,50 m. Com 27 km² de retroporto, seus portos externo e interno oferecem as condições necessárias para atendimento de navios de grande porte.
O canal de acesso tem 5.000 m de extensão, 300 m de largura e 16,5 m de profundidade.
Suape conta com um porto externo, porto interno, terminais de granéis líquidos, cais de múltiplos usos, além de um terminal de contêineres.
O Porto Externo é formado por um molhe de proteção em "L", com 2.950 metros de extensão. A profundidade do canal de acesso atinge 16,5 m e a bacia de evolução tem 580 m de diâmetro e 15,5 m de profundidade. São três instalações de acostagem, totalizando 6 berços com quase 1,6 km de cais acostável e as seguintes característica:
  • Píer de Granéis Líquidos (PGL1): com 14 m de profundidade e 250 m de extensão, dispõe de dois berços de atracação para navios de até 45 mil tpb
  • Cais de Múltiplos Usos (CMU): com 15,5 m de profundidade no berço leste, 10m no berço oeste e 343 m de extensão, dispõe de dois berços para navios metaneiros de até 135.000 m³.
  • Píer de Granéis Líquidos (PGL2): com 14,5 m de profundidade e 386 m de extensão, dispõe de dois berços de atracação para navios de até 90 mil tpb
  • Tancagem flutuante de GLP: realizada por navio de gás refrigerado de 45 mil tpb e 75.000 m³ de capacidade que atender, a contrabordo, aos navios de igual porte.
Equipamentos disponibilizados pelos operadores portuários privados:
  • PGL1: dez braços de carga com capacidade nominal de 1.000 m³/h, cada:
  • PGL2: em fase de instalação, previsto para completar em abril/2004.
O Porto Interno tem 15,5 m de profundidade e um canal de navegação interno com 1.500 m de extensão e 450 m de largura.
É acessado pela abertura da entrada do Porto Interno, com 300 m de largura, para permitir o acesso dos navios; conta com 935 m de cais, em 3 berços, todos com 15,5 m de profundidade. Nestes trabalhos foram aplicados R$ 192 milhões, dentro do escopo de investimentos do Programa “Brasil em Ação” do Governo Federal para o Porto de Suape.
Dos três primeiros berços, o segundo e o terceiro (660 m de extensão) atendem o Terminal de Contêineres Privados, cujas operações começaram em 2001. Este terminal de 290.000 m² de área tem capacidade de movimentar até 400.000 TEU's por ano.
O primeiro berço, com 275 m, também em operação, é cais público e se destina a múltiplos usos. O quarto berço se encontra em construção, terá 330 m de extensão e 15,5 m de profundidade. Irá abrigar, em sua retaguarda, o futuro Terminal de Granéis Sólidos do Porto de Suape. O quinto berço também tem 330 m de extensão e atualmente se encontra em estudo de viabilidade.
O Porto Interno tem capacidade de desenvolver, pelo menos, mais 15 km de cais acostável. A área conta ainda com um pátio de veículos de 56.700 m² e capacidade estática de estocagem para 4.825 veículos.
PGL-1 (Píer de Granéis Líquidos) Atende navios de até 45.000 TPB. Tem 84 m de comprimento e 25 m de largura na sua plataforma de operação, com profundidades de 14 m tanto no Berço Leste como no Berço Oeste. Dispõe de 4 "dolphins" laterais, ficando ligado ao molhe através de uma ponte de acesso, sobre a qual estão assentadas as tubulações destinadas ao transporte de granéis líquidos, com origem ou destino no parque de tancagem localizado no retroporto.
São 10 braços mecânicos para embarque e desembarque de granéis líquidos, sendo 5 em cada berço, com capacidade de 1.000 m³/h cada um. Toda a operação portuária é atualmente realizada pela Petrobras e por outros operadores qualificados, vinculados a terminais gases e álcool.
PGL-2 O segundo Pier de Granéis Líquidos (PGL2), construído no Porto Externo de Suape, foi concluído em maio de 2001 e inaugurado em 29 de junho do mesmo ano. Permite a operação de 02 (dois) navios simultaneamente, com as seguintes características:
  • Porte Bruto: 90.000 tpb
  • Calado máximo: 14,50 metros
  • Comprimento total: 266 metros
  • Boca máxima: 39 metros
O PGL2 foi desenvolvido em eixo ortogonal ao molhe do Porto Externo, contando com ponte rodoviária de acesso, plataforma de operação e dolphins de atracação e amarração, com as seguintes características:
  • Ponte: 213,20 m de extensão, pista de rolamento com 4,20 m e passeio lateral de 1,20 m de largura
  • Plataforma: 45 m de comprimento e 32 m de largura
  • Dolphins: em número de 10, sendo 4 de atracação e 6 de amarração
  • Comprimento total: 386,20 m, incluindo as passarelas entre dolphins
Fundação em estacas cilíndricas (219 unidades) de concreto protendido de 0,80 m de diâmetro. Obra orçada em R$ 9.827.417,17.
Uma tancagem flutuante de 41.000 toneladas de GLP (gás de cozinha), implantada a partir de julho de 1993, junto ao Molhe de Abrigo, contribuiu para ampliar a movimentação anual de granéis líquidos de 1,2 milhões de toneladas em 1991 para mais de 3,6 milhões de toneladas em 1998, atendendo, através de transbordo "ship to ship", o abastecimento de todo o Nordeste/Norte do Brasil, até Manaus.
O Cais de Múltiplos Usos (CMU) está localizado no molhe de abrigo do Porto de Suape e conta com:
  • Terminal marítimo, com capacidade de atracação para dois navios de 80.000 TPB (berço leste) e um navio de 40.000 TPB (berço oeste), simultaneamente, com calado de 15 m
  • Cais com 340 m de comprimento por 39m de largura, com uma área de 13.260 m²
  • Ponte de acesso ao cais com 20m de comprimento por 15 m de largura
  • Terminal roll-on-roll-off com rampa de 30 m de comprimento por 20 m de largura
  • Fundação formada por 808 estacas pré-moldadas e protendidas de concreto com diâmetro externo de 0,70 m, com comprimento variando de 34 m a 38 m
  • 21 cabeços de amarração.
O Terminal de Contêineres de Suape (Tecon) é uma das provas de que o Complexo Portuário é um dos mais modernos do Brasil. Com o funcionamento do Tecon, além de se fortalecer como o maior centro concentrador e distribuidor do Nordeste, o Porto de Suape passa a disputar mercado com o Porto de Santos, o mais importante do país.
O Tecon é controlado pela empresa Terminal de Contêineres do Porto de Suape S/A, subsidiária da International Container Terminal Service (ICTSI), que investiu US$ 20 milhões no empreendimento. O grupo estrangeiro foi o vencedor da licitação promovida pelo Governo do Estado em 2001 para exploração do terminal portuário e está responsável por controlar a área durante um período de 30 anos.
O grupo filipino ICTSI - International Container Terminal Service Incorporated é um dos grandes operadores de terminais de contêineres, atuando em vários países do mundo. A presença do terminal fortalece a tendência de Suape em transformar-se em um hub port, um porto concentrador e distribuidor de cargas no Atlântico Sul. O projeto é audacioso e está em pleno curso.
Com 660 metros de cais, numa área de 280 mil metros quadrados, o Tecon Suape tem capacidade para movimentar até 400 mil contêineres por ano, podendo, no futuro, atingir uma movimentação anual de até 1,5 milhão de contêineres.
Em 2002, primeiro ano de funcionamento e devido à demanda, o Tecon Suape ampliou várias instalações. O pátio de vazios, dentro do Terminal, dispõe de uma área de 34 mil metros quadrados. Os equipamentos operam 24 horas diárias, 365 dias por ano. São eles:
  • dois portêineres com capacidade de 40 toneladas e 25 movimentos por hora;
  • dois transtêineres com capacidade de 35 toneladas;
  • cinco reach stackers para 45 toneladas;
  • quatro Top Loader, sendo dois para 35 toneladas e dois para 40 toneladas;
  • três side lifters, para movimentação de contêineres vazios e três Fork Lifters com capacidade de até sete toneladas e meia.
O terminal ainda conta com área alfandegária, calado de 15,5 metros, cinco empilhadeiras, CFS, 291 tomadas reefers. O controle e planejamento do pátio e dos navios é realizado através do software Navis, integrando atividades de escritório da alfândega dentro da área do terminal, galpão para verificação de mercadorias, balança rodoviária, entre outros.
O Tecon está localizado no ponto de convergência das principais rotas comerciais marítimas ligando a Costa Leste da América do Sul (ECSA) a outros continentes e também no tráfego costeiro conectando o Sul às regiões Nordeste e Norte do Brasil. Conta com acessos diretos para as principais rodovias de Pernambuco: a BR 101 e a BR 232, além de linha férrea que conecta o terminal à rede da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).
O Tecon Suape possibilita aos seus clientes o uso de uma perfeita multimodalidade de transportes: plataforma ferroviária dentro de sua área e conectada com vias de acesso às principais rodovias e ferrovias da região. Isso possibilita a oferta de prestação de serviços de complementação e sinergia com as necessidades logísticas dos importadores e exportadores, o que agrega valor às suas operações.
A estrutura contempla ainda:
  • escritório da alfândega do Complexo Suape;
  • galpão para inspeção e armazenagem da Receita Federal;
  • galpão para carga solta;
  • galpão de manutenção de equipamentos;
  • torres com 286 tomadas reefers e 50 para PTI e outras em construção ou em projeto de acordo com a demanda.
Os sistemas de comunicação e de informação foram desenvolvidos especialmente para esse tipo de operação. O sistema CTS de processamento de dados, integrado ao Software SPARCS/NAVIS para controle e planejamento de pátio e de navios, propiciam uma confiabilidade das informações em tempo real.
O Porto de Suape adota o modelo de gestão landlord port e, como Autoridade Portuária, é responsável pela infra-estrutura de canais de acesso e de navegação, cais e áreas terraplenadas para arrendamento, delegando à iniciativa privada a execução das operações portuárias e a responsabilidade pelos investimentos na superestrutura dos terminais - pátios, armazéns e equipamentos - e nas indústrias localizadas junto ao porto. Além disso oferece as seguintes vantagens:
  • No Nordeste brasileiro, a união de um complexo industrial a um porto de águas profundas com localização estratégica em relação às principais rotas de navegação torna Suape o principal destino para investidores nacionais e internacionais na atualidade.
  • Situado na extremidade oriental da costa da América do Sul, o porto destaca-se pela curta distância, de apenas 8 dias, da costa norte-americana e do Oeste Europeu. Com perfil concentrador de cargas (hub port), está interligado a mais de 160 portos em todos os continentes.
  • Em seu Complexo Industrial, a disponibilidade de uma infraestrutura eficiente, a existência de polos industriais segmentados, os programas de capacitação da mão de obra local e as licenças ambientais das áreas pré-aprovadas (EIA/Rima) são determinantes na decisão do empreendedor de instalar-se em Pernambuco.
  • Benefícios fiscais também são fortes atrativos. Reduções de 75% nos impostos federais (Sudene), de até 50% nos municipais e programas estaduais, como o Programa de Desenvolvimento da Indústria Naval e de Mecânica Pesada Associada do Estado de Pernambuco (Prodinpe) e o Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), objetivam o estímulo à geração de empregos e o incremento da economia regional.
O Complexo Industrial Portuário de Suape tem uma localização estratégica em relação às principais rotas marítimas de navegação, conectando-se com mais de 160 portos em todos os continentes, colocando-o em condições de ser o principal porto concentrador(hub port) do Atlântico Sul. Um mercado consumidor com 51,5 milhões de habitantes, um PIB de US$ 110 bilhões e crescimento acima da média nacional. Ocupa cerca 13.500 hectares em espaço. Localizado entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, mais exatamente na Foz do Ipojuca, tem localização privilegiada.
O Complexo de Suape dispõe de uma completa estrutura de estradas, cais e terminais para abrigar e garantir o pleno funcionamento dos empreendimentos instalados e em fase de implantação. Com cinco cais internos, três terminais externos e um píer petroleiro com dois terminais de atracação em construção, o porto destaca-se pelo variado perfil de suas cargas.
Com 15,5 metros de profundidade no porto interno e mais de 20 metros em sua bacia de evolução, torna-se o principal concentrador de cargas da Região Nordeste. A operação de navios ocorre nos 365 dias do ano sem restrições de marés e condições climáticas. Para auxiliar as operações de acostagem de navios, as manobras são acompanhadas por práticos da empresa Pernambuco Pilots, e o certificado internacional do ISPS Code garante a segurança de todas as operações portuárias no local.
Os acessos rodoviários e as vias internas de Suape são duplicados, e o fornecimento de água bruta e tratada, gás natural, telefonia e energia elétrica em 69 KW e 13.8 KW garante o funcionamento e a produção das empresas instaladas dentro do Complexo.
O Complexo Industrial Portuário -SUAPE- foi escolhido para a implantação dos seguintes empreendimentos:

Complexo Industrial Portuário -SUAPE
  • Refinaria Abreu e Lima;
  • Estaleiro Atlântico Sul (maior estaleiro do Hemisfério Sul);
  • Estaleiro Promar;
  • Petroquímica Suape;
  • RM Eolica;
  • Gerdau Aços Longos Siderurgia;
  • Fiat - Montadora;
  • Shineray - Montadora;
  • Terminal Ferroviario da Transnordestina;
  • Central de logística da General Motors;
  • Têxtil Suape S/A;
  • Braspack Embalagens do Nordeste S/A;
  • Amanco do Brasil S/A;
  • Termopernambuco S/A;
  • Pamesa do Brasil S/A;
  • Pepsico do Brasil Ltda;
  • Hemobrás - Fábrica de Hemoderivados;
  • Novartis - Fábrica de Vacinas;
  • Bunge - Moinho;
  • Refresco Guararapes Ltda fabricante da coca-cola;
  • CSN - Siderúrgica;
  • Gerdau - Usina;
  • Mossi & Ghisolfi - Fábrica de resina PET;



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ESPAÇO CAPIBA

A casa onde o compositor pernambucano Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba, morou durante quase quatro décadas, no bairro do Espinheiro, no Recife, preserva agora sua memória e parte de sua obra. Fechada há dois anos, a casa número 369 da rua Barão de Itamaracá foi alugada pela TGI e transformada no Espaço Capiba, inaugurado na última segunda-feira (26). 
Marcelo Veiga
WWW.PERNAMBUCO.TV
Ao mesmo tempo em que funciona como sede ampliada da TGI, Ágilis e INTG, aumentando o conforto para os clientes, o Espaço Capiba reverencia a memória do compositor. Assinado por AFM Arquitetos, o projeto de reforma procurou preservar toda a estrutura original da casa, com 274 metros quadrados, construída em 1948. O Espaço ganhou quatro grandes painéis fotográficos com imagens do compositor e um acervo composto por livros, LPs, partituras originais, fotografias e outros objetos, grande parte cedidos pela viúva de Capiba, Maria José Barbosa, a Zezita, que morou no imóvel até o ano de 2008. 

“Tinha muito medo que esse espaço fosse destruído ou transformado por quem alugasse a casa”, disse Zezita. “Fiquei muito feliz com o resultado e com a homenagem. Sei que, se Capiba pudesse ver, teria gostado”.
A inauguração contou com a presença de amigos pessoais de Capiba, como o cantor Claudionor Germano e o jornalista Aldo Paes Barreto, além de autoridades e convidados como a economista Tânia Bacelar; o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes; o vereador Luciano Siqueira; o deputado Pedro Eurico e o coordenador da Fundação Gilberto Freyre, Gilberto Freyre Neto. Houve apresentação do quarteto de cordas comandado por Anatálio Teixeira, executando composições de Capiba.Ao falar para os convidados, Francisco Cunha, diretor da TGI, destacou a importância da obra de Capiba para a cultura não só pernambucana, mas nacional. “Tenho convicção de que, se Capiba tivesse nascido no Sudeste ou em outro País, ele seria um artista de projeção internacional”, assinalou. Francisco  também destacou a necessidade de outras iniciativas voltadas para a preservação da história, da obra e do acervo do compositor.  “Capiba costumava dizer que os pernambucanos têm pouco memória. Esse espaço é uma pequena tentativa de contradizê-lo”. 

Preservação - O projeto de reforma do Espaço Capiba preservou as características originais da casa. Foi mantida toda a divisão original dos cômodos, além da  azulejaria dos banheiros, janelas, piso, grades e até mesmo alguns objetos que fizeram parte do dia-a-dia de Zezita e Capiba, como o fogão. Um dos destaques do Espaço Capiba é a antiga sala principal da casa, onde o compositor passava a maior parte do tempo, assistindo televisão, lendo, tocando ou compondo. A sala ganhou um painel de 3m x 2,72m com uma fotografia de Capiba em seu piano C.Bechstein, o único que teve ao longo da vida. 
Outros painéis fotográficos compõem as demais áreas da casa. Na entrada, uma imagem de Capiba no desfile do Galo da Madrugada, em uma foto de 1,3 m x 3,9m.  Na recepção, o destaque é uma partitura da música "De Chapéu de Sol Aberto", ao lado da imagem do compositor. No primeiro andar, outro painel fotográfico mostra Capiba na janela da casa. Parte das imagens foi adquirida pela TGI junto aos fotógrafos Leo Caldas, Barbara Wagner e ao Jornal do Commercio, e outras fotos pessoais foram doadas por Zezita. A comunicação visual do Espaço Capiba é assinada pela designer Neide Câmara. "Casamos em 1960 e já no ano seguinte viemos para esta casa, onde ele morou até morrer", conta Zezita. Segundo ela, Capiba passava a maior parte do tempo dentro de casa, na sala do piano. "Lá ele tinha tudo o que precisava: televisão, jornal, tesourinha de unha e o piano. Era o canto preferido dele", conta. Era também neste espaço que o casal recebia a visita frequente de amigos como os escritores Ariano Suassuna e Maximiano Campos, o poeta Marcus Accioly, o jornalista e teatrólogo Hermilo Borba Filho, entre outros. "A casa vivia sempre cheia de gente, do Brasil e do exterior", relembra Zezita. Hoje, a viúva de Capiba mora em Surubim, terra natal do compositor. "Estamos tentando criar um memorial ou museu, em Surubim ou no Recife, para preservar a obra de Capiba, mas é um processo muito difícil, demorado", diz. "É importante que a casa onde ele morou por tanto tempo ajude a preservar essa memória". A sede da TGI Consultoria em Gestão já funciona há 18 anos no número 293 da rua Barão de Itamaracá, a cerca de 50 metros do Espaço Capiba. "Quando surgiu a possibilidade de alugar a casa, vimos que era uma ótima oportunidade de ampliar nossa estrutura e ao mesmo tempo preservar a memória de um dos maiores nomes da cultura pernambucana", explica Teresa Ribeiro, sócia da TGI. A área do Espaço Capiba será utilizada para atendimento aos clientes e para arquivo da TGI, Ágilis e INTG.